Apresentada pelo infame Gordon Ramsay, findou assim mais uma época naquela que é, certamente, a cozinha mais quente do planeta. Ainda que não tenha grande jeito para cozinhar, é com algum deleite que sigo este reality-show há já alguns anos. O funcionamento por etapas, em que um dos aspirantes a head chef é eliminado por episódio, tem o seu efeito magnético que acaba sempre por me deixar interessado no que vai acontecer a seguir. De 16 candidatos, só um ganhará o primeiro prémio e é a partir disso que o programa se desenvolve. Todas a noites há um serviço onde clientes 'a sério' são servidos como se estivessem num restaurante normal. Do outro lado da barricada Gordon Ramsay põe à prova os chefs e é aí que as coisas aquecem pois muitos deles estão longe dos critérios dele no que toca a qualidade e as relações interpessoais, como seria de esperar, estão longe de ser manteiga em pão quente.
Sendo da geração que sou, não admira que tenha um fraquinho por reality-shows e como tal, até certo ponto, não me consigo fartar deles, ficando sempre o bichinho de saber quem vai sair a seguir e quem vai aguentar até ao final. Posto isto, confesso que houve várias situações nesta sexta temporada de Hell's Kitchen que não me deixaram de todo convencido. A primeira, e mais óbvia, é a ligeira sensação de que, longe do que acontecia nas primeiras temporadas, os participantes já sabem ao que vêm então fazem-se passar um pouco por aquilo que gostavam de ser ao invés de serem o que são. Em segundo, e pior, a constante dúvida sobre até que ponto é que Gordon Ramsay não exagera as reacções que tem. Algumas (não muitas) são compreensíveis, outras nem por isso. Em terceiro e último, algo que já me assalta a mente desde a primeira vez que vi a série, temos a forma como os depoimentos dos participantes são recolhidos. Não que seja duvidoso, mas é estranho. A não ser que andem atrás deles com a câmara e os chamem para uma sala logo após as situações (boas ou más) acontecerem, só isso explicaria a forma sentida com que o fazem e eu não creio que passe por aí.
Acho graça a Gordon Ramsay e à espontaneidade com que muitas vezes reage às mais diversas situações mas a realidade é que acho que não tenho paciência para seguir mais uma temporada. E daí, pensando melhor, talvez até tenha.
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28 de abril de 2010
20 de março de 2010
Family Guy - Season 1 (1999)
Sendo de ideias fixas, não é de espantar que quando por fim decidi dar uma hipótese ao Family Guy, a minha opinião de que a série não é aquilo que a fazem não tenha mudado. Desde que me lembro de ouvir falar no Family Guy e de quão supostamente brutal é, através de amigos ou críticas/referências em revistas, que acho que não passa de uma versão muito pouco inspirada e sem nexo dos (sempre grandes) Simpsons. No entanto, e porque gosto de ver para saber, decidi dar uma hipótese à primeira season, mal não iria fazer.
São sete episódios com histórias imbecis e gags humorísticos que muitas das vezes deixam bastante a desejar. Embora haja alguns (gags, não episódios) com relativa piada, a grande maioria foca-se no pouco sentido que a história já tem. Não consigo perceber que graça tem Stewie (o bébé) andar consecutivamente a tentar matar Louis (a mãe) e, de todas as personagens, a única que realmente me faz sorrir é a de Brian, o cão. Consegue ter boas saídas e consegue pô-las no sítio certo na altura certa, algo que o resto da série infelizmente não consegue fazer como um todo.
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